Aleitamento Materno

SENSIBILIDADE NÃO É FISSURA

SENSIBILIDADE  FISSURA

Nos primeiros dias de amamentação é muito comum algumas mães, grande maioria delas, ter a sensibilidade.

Imagine a pele do mamilo, não pega sol, não tem atrito, está a maior parte do tempo coberta e protegida. E mesmo com a preparação natural da aréola (glândulas conhecidas como tubérculos de Montgomery) durante a gestação e pós-parto a pele é bem sensível. Sem contar as inúmeras terminações nervosas no local para que o corpo possa receber os estímulos para a manutenção do aleitamento.

Após o parto, o aleitamento começa e o bebê mama várias vezes ao dia, em média, pequenas ingestas de leite por várias vezes. É natural que após algumas mamadas a mãe tenha algum tipo de sensibilidade e não devem ser confundidas com as fissuras.

A fissura caracteriza por lesões nos mamilos, geralmente, causadas pela má pega, posicionamento incorreto de mãe, bebê ou de ambos, disfunções orais do bebê. São muito dolorosas, incapacitantes muitas vezes. Podem abrir um ferimento, rachar, sangrar. A dor dura todo o tempo em que a mãe amamenta, dor forte e intensa.

A sensibilidade, por outro lado, é um incomodo que pode variar de acordo com o limiar de dor de cada mãe. Arde, queima, sensação dolorida, pode variar entre dor sem muita intensidade até dor intensa. Acontece nas primeiras sugadas do bebê e logo passa. A sensibilidade dura, em média, 10 a 15 dias e conforme vão passando os dias tende a diminuir a intensidade.

Algumas técnicas e manejos podem ser utilizadas para amenizar a sensibilidade: pomadas de lanolina (no máximo 3 vezes ao dia, deixe o corpo agir!!), rosquinhas de fraldinha de boca para evitar o atrito do mamilo com sutiã, evite o uso de conchas, ajuste pega e posicionamento, o médico pode receitar analgésicos compatíveis com a amamentação, deixe as mamas livres durante algum tempo e também a laserterapia, lembrando que o laser sozinho não faz milagre, é necessário alguns manejos para que a dor diminua. E se não tiver acesso ao laser, técnicas e manejos são tão eficientes quanto. Outro fator que pode aumentar a sensibilidade é o emocional da mãe, já que hormônios relacionados com o estresse podem aumentar a sensibilidade à dor.

De qualquer forma, esteja sempre atenta aos alertas do corpo a dor ao amamentar não é normal é preciso atenção e observação dos sintomas. Ter alguém que acompanhe a mãe e a família fazem com que fiquem mais seguros e evitem problemas maiores.

Um grande beijo

Janaina Prates

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Aleitamento Materno

AMAMENTAR NÃO É UM ATO DE AMOR.

AMAMENTAR

Primeira vez que ouvi minha mãe pronunciar tal frase, estranhei.

Eu havia ido buscá-la após uma entrevista para um programa da Rede Mulher e notei que ela estava aborrecida. Perguntei o que havia acontecido e ela disse:

“Eles fizeram de tudo para que eu afirmasse que amamentar é um ato de amor. Mas eu nunca direi isso. Amamentar não é um ato de amor”.

“Mãe, como assim?” Por um instante, achei que minha mãe estava virando casaca e negando o trabalho de toda uma vida.

Minha mãe foi uma das grandes batalhadoras do aleitamento materno no Brasil e no mundo. Docente da Faculdade de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, ela ajudou a formar núcleos de aleitamento por todo o país, colocou o assunto na pauta da formação de profissionais, escreveu livros, cartilhas e foi conselheira da OMS sobre o tema, para os países de língua latina.

Eu cresci com mulheres batendo à nossa porta para “desempedrar” as mamas e aprender a dar de mamar. Com alunas que a procuravam para orientar teses de mestrado. Era peito e recém-nascido para todo lado. Aquela frase, dita assim de repente, me pegou totalmente de surpresa.

“Amamentar é optar por dar o melhor alimento ao bebê. Não tem nada a ver com amar. Se fosse assim, poderíamos dizer que os pais amam menos seus filhos? Eles não amamentam. As mães adotivas também não. Ou as mulheres que fizeram plástica. Ou as mães que precisaram desmamar seus bebês para trabalhar…será que todos eles amam menos seus filhos porque não amamentam?”

“Mas é o que a gente sempre escuta…que amamentar é dar amor”, argumentei.

“Pois é…mas amamentar é dar alimento. O melhor alimento. O mais completo e o que melhor nutre o bebê. Já amar é outra coisa. As pessoas que confundem as duas coisas, sem querer, estão fazendo um desserviço ao aleitamento, pois as mães ficam mais ansiosas, culpadas e cheias de temores. Todos sabem que uma mãe tranquila amamenta melhor. E como uma mãe pode amamentar tranquila se ela acha que estará dando menos amor para seu bebê se fracassar? Olha o peso deste sentimento!

Quanto mais desmistificarmos o aleitamento, melhor. As sociedades que amamentam melhor, são aquelas que o fazem naturalmente, como parte de uma rotina. O bebê está com fome, a mãe dá o peito. Simples assim. Quase mecânico. Ninguém pensa muito nisso.

E as mulheres que por algum motivo não conseguem amamentar, precisam parar de sofrer. De sentir culpa. Existem muitas outras formas delas darem o suporte psicológico que o bebê precisa. É óbvio que o aleitamento é a melhor escolha, mas a partir do momento que esta escolha não pode ser feita, a mãe deve parar de sofrer.”

Essa era a minha mãe. Cheia de ideias próprias. Cheia de amor. Uma batalhadora da maternidade sem culpa.

Texto: Tais Vinha

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Aleitamento Materno

PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE ALEITAMENTO MATERNO COM O GRUPO MÃE

Já viram o vídeo que fiz em parceria com o Grupomae?
Algumas dicas para as dúvidas mais comuns no aleitamento materno.

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“Neste vídeo, Lia Castro entrevista Janaina Prates, especialista em aleitamento materno. Elas conversam sobre como é a adaptação no momento das primeiras mamadas, quais são as dificuldades e quais são as técnicas para que a criança e a mãe se adaptem ao momento da amamentação. Quebra de tabus, esclarecimentos de duvidas e orientação são abundantes neste vídeo imperdível para as mães de primeira viagem e para as mães mais experientes. Assuntos muito importantes como a necessidade da complementação com leite em pó, como começar a mamada, quanto tempo entre uma mamada e outra, momento da pega no peito e escolha do pediatra são abordados nesta entrevista esclarecedora sobre os primeiros momentos da mãe.

Mais conteúdos no nosso canal do youtube e na nossa plataforma exclusiva para mães empreendedoras através do nosso site: www.grupomae.com.br
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Aleitamento Materno

CONSULTORIA EM ALEITAMENTO MATERNO – SÃO PAULO

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Aleitamento Materno

5 DICAS PARA SUCESSO NA AMAMENTAÇÃO!

1

A amamentação é um processo de aprendizado tanto da mãe quanto do bebê. Muitas vezes as primeiras dificuldades, que são simples de serem resolvidas, acabam por terminar com o desmame precoce do bebê. Informações ultrapassadas, palpites, falta de apoio e até mesmo o receio de solicitar ajuda podem prejudicar a amamentação. Veja abaixo algumas dicas para uma amamentação de sucesso.

 
2

O curso para gestantes e casais grávidos auxilia nas primeiras dificuldades da amamentação como, por exemplo, o que fazer se a mãe tem bico invertido? Quanto tempo demora para a descida do leite? O que é colostro o que é o leite? E muitas outras questões. Além do empoderamento na hora de amamentar. Muitas mães ja saem com muita dificuldade da maternidade por falta de informação.

3

Não utilize bicos artificiais – o uso de bicos artificiais tem sido uma das principais causas de traumas mamilares e desmame precoce. A confusão de bicos pode atrapalhar na amamentação. Nada de chupetas, mamadeiras ou bicos de silicone.

4

Sabemos que quando nasce uma mãe, nasce uma plantação de palpiteiros 🙈😂mas, infelizmente é verdade. Muitas pessoas na intenção de ajudar atrapalha o momento de aprendizado e vinculo da amamentação. Passando informações ultrapassadas e errôneas. Por exemplo, “ seu leite esta fraco, por isso , ele chora tanto. Procure ajuda e informação.

5

Relaxe! A mãe nesse período de puerpério precisa de descanso para a demanda que tem em cuidar de um bebê. O estresse e ausência de sono dificultam a amamentação e a produção de leite. Esse momento é único e passa rápido.

6

Muitas mães resistem em pedir auxílio. A amamentação não é algo instintivo e super natural como a sociedade mostra. A mãe, muitas vezes, se sentem envergonhada e incapaz de nutri seu bebê por conta dessa “cobrança”. A consultoria em aleitamento ajuda na dificuldade e muitas outras dúvidas na amamentação, cuidados com o bebê, volta ao trabalho, cólica, sono, psicologia da mãe

Consultoria em aleitamento é mulheres cuidando de mulheres. Com muito apoio, empatia, informação e carinho.
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Aleitamento Materno

CURSO PARA GESTANTES E CASAIS GRÁVIDOS

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Consultoria em Aleitamento Materno para gestantes e casais grávidos.

O curso tem como objetivo levar informações e tirar as principais dúvidas às gestantes e/ou casais grávidos sobre a amamentação e cuidados com bebê.

Os temas abordados são:


Aleitamento Materno

Anatomia e fisiologia da amamentação materna

  • Amamentação exclusiva – Como funciona e seus benefícios.
  • O leite materno e a diferença com seus substitutos.
  • O papel da família durante o aleitamento.

Preparação e educação para a amamentação

  • É necessário preparar as mamas ainda na gestação?
  • Posições para amamentar, pega correta, ordenha, massagem na mamas.
  • Como resolver os principais problemas que dificultam a amamentação no pós-parto.

Pós parto – Cuidados com a mãe e bebê

Cuidados com o bebê

  • Aspectos de interação mãe-bebê
  • Acordar e acalmar o bebê – Dois aspectos relevantes.
  • Introdução sobre Shantala – Massagem em bebê e Ofuroterapia.

Cuidados com a mãe

  • Psicologia do puerpério
  • Alimentação durante a amamentação

 



 

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Aleitamento Materno, Maternidade

DIFICULDADE NA AMAMENTAÇÃO? CONSULTE UMA CONSULTORA EM ALEITAMENTO MATERNO!

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A consultoria em aleitamento tem como objetivo auxiliar nas dificuldades da amamentação já que não é necessariamente um processo natural e instintivo. Além de levar informação sobre volta ao trabalho, desmame gentil e para grávidas que desejam se preparar para a amamentação.

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Aleitamento Materno

Amamentação : Qual o papel da família?

Amamentação
 
Como consultora em aleitamento vejo muitos relatos de mães que querem amamentar, mas na primeira dificuldade oferecem uma mamadeira para ela dar ao bebê. Sei que na hora do desespero com o medo do bebê passar fome muitos recorrem a esse recurso. Então minha primeira orientação: NÃO TENHAM MAMADEIRAS EM CASA! Existem outras maneiras de alimentar o bebê durante esse processo de aprendizagem da amamentação sem que as mães se sintam frustradas.
Os primeiros dias do pós parto são difíceis para a maiorias das mães. E a cobrança em amamentar e dar conta de tudo, a nova mulher que ela mesma nem sabe quem é ainda, os cuidados com o bebê e com ela mesma estão em adaptação. E durante a amamentação podem acontecer algumas dificuldades, tais como, fissuras, dores nas mamas, pega incorreta ou má posição dela e do bebê. A mãe está fazendo errado? Não! Ela e o bebê estão se adaptando, se conhecendo. E nesse processo o apoio e acolhimento da família é muito importante. Não julgar. Não palpitar (Na minha época…). Não querer tomar a frente nas decisões que a mãe tem.
É de extrema importância o auxílio nesse momento, mas é muito importante saber faze-lo. Por exemplo: o bebê chora desesperadamente no colo da mãe (lembrando eles estão se conhecendo) a primeira coisa que fazem é tirar o bebê do colo dela, colocar a “culpa” no estado psicológico, ou que ela está fazendo errado. O que o bebê mais precisa nesse momento é sentir a mãe, o cheiro, o toque, a voz, a batida do seu coração. NÃO TIREM O BEBÊ DE PERTO DA MÃE.
Auxiliem dando apoio, esteja do lado. Leve uma água, façam uma massagem enquanto ela amamenta. Se for da vontade dela amamentar incentive, procure informações. Faça outras tarefas da casa, por exemplo, para que esse momento crucial e inicial de Mãe e Filho seja intenso e prazeroso. Nesse momento eles são praticamente um só e precisam desse contato seja muito colo, com slings, contato pele a pele.
Seja a base que ela precisa para manter-se tranquila. Para que ela não tenha que se preocupar com outra coisa a não ser ela e o bebê nesse momento. Por isso, os familiares mais próximos, que querem ajudar, precisam manter a calma, ser firmes, buscar informações.
 

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Amor de mãe e filho